Um roteiro de lendas pelas regiões

Cada canto do Brasil guarda um jeito próprio de contar suas histórias, moldado pelas paisagens, pelos povos e pela trajetória de cada região. Segundo a tradição, muitas lendas também viajam de um lugar a outro: o mesmo ser pode receber outro nome e outro jeito de ser contado conforme a parada do caminho.

Norte (25 verbetes)

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A Região Norte se confunde com a floresta amazônica e a vasta malha de rios que atravessa seu território, cenário natural de onde brota a maior parte de suas lendas. Segundo o imaginário local, encantados como o Boto, a Iara e a Cobra Grande habitam as águas, enquanto o Mapinguari e a Matinta Perera rondam a mata.

Nordeste (31 verbetes)

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No Nordeste estão algumas das tradições populares mais antigas e mais estudadas do Brasil. Do Bumba meu boi do Maranhão ao Maracatu de Pernambuco, a região funde herança indígena, africana e ibérica em festas, canções e enredos que mudam de cara a cada estado.

Centro-Oeste (25 verbetes)

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Cerrado e Pantanal servem de moldura às narrativas do Centro-Oeste, quase sempre associadas a rios, matas e antigos caminhos de mineração da época colonial. Diversas dessas histórias se repetem, com pequenas variações, em estados vizinhos.

Sudeste (25 verbetes)

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No interior de São Paulo e Minas Gerais vive o universo caipira que deu à luz figuras como o Saci, a Cuca e a Mula sem Cabeça, personagens projetados nacionalmente primeiro pelos livros de Monteiro Lobato, depois pela televisão.

Sul (21 verbetes)

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A paisagem sulista, pampas, serras e litoral, dá corpo a narrativas que cruzam herança guarani, ibérica, africana e de imigrantes europeus. Foi no pampa gaúcho que surgiram lendas como o Negrinho do Pastoreio e a Salamanca do Jarau, ambas registradas por João Simões Lopes Neto.