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Comparador de versões

Segundo a tradição oral, a mesma lenda muda de contorno conforme a região por onde passa. Use este comparador para colocar as versões de uma narrativa lado a lado, ou para visitar dois seres do folclore ao mesmo tempo.

1. Diferentes versões de uma mesma lenda

2. Dois seres lendários, lado a lado

Aspecto Cabeça de Cuia Caboclo d'Água
ResumoNo ponto em que o Parnaíba se junta ao Poti, dentro de Teresina, moradores contam de um pescador castigado por maldição materna, hoje cabeça monstruosa que ronda as margens e assusta quem se arrisca a nadar ali.Ao longo do Rio São Francisco, pescadores e barqueiros dividem as águas com um ser encantado: quem lhe nega fumo ou cachaça perde a pesca e vê a canoa virar, mas quem o trata com respeito ganha proteção e rede cheia.
TipoPersonagemCriatura
RegiõesNordesteNordeste e Sudeste
Matrizes Mestiça / cabocla e Europeia Indígena, Africana / afro-brasileira e Mestiça / cabocla
Onde a história acontece Em rios e lagos Em rios e lagos
Quando costuma aparecer À noite A qualquer hora
Qual é o seu comportamento Assustador Trágico Protetor Assustador Punidor
Qual é a sua forma Metade humana, metade animal Humana Metade humana, metade animal
Qual é o tema da história Castigo Proteção da natureza
Características
  • Cabeça enorme e arredondada, do tamanho de uma cuia
  • Habita o encontro dos rios Parnaíba e Poti, em Teresina
  • Transformou-se em monstro depois de agredir a própria mãe
  • A maldição só se desfaria com sete moças de nome Maria
  • Amedronta pescadores, lavadeiras e banhistas do rio
  • Considerado o verdadeiro senhor do Rio São Francisco
  • Aparência que varia entre corpo liso e corpo peludo, sempre forte e escuro
  • Provoca redemoinhos e vira canoas quando contrariado
  • Controla a sorte da pescaria, generosa ou escassa
  • Recebe oferendas de fumo, cachaça e peixe
Versões33
SignificadoMais do que susto, a história funciona como lição sobre o respeito devido aos pais e sobre as consequências de um gesto de violência dentro de casa. O tema da praga lançada por uma mãe, recorrente em tradições de raiz ibérica, ganha em Teresina um endereço concreto: um monstro que vive no rio conhecido por toda a cidade. Ao mesmo tempo, o relato ajudava a manter crianças e jovens afastados das águas mais traiçoeiras, principalmente em período de cheia.A mistura de matrizes indígenas, africanas e europeias que moldou o Caboclo d'Água reflete bem a formação cultural do sertão e do vale do São Francisco, onde essas tradições se cruzaram ao longo dos séculos.

As características destacadas em verde aparecem nos dois verbetes comparados.